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Alho: 100 vezes mais poderoso do que antibióticos

Pesquisa recente revela que o ingrediente pode prevenir diarreias, cólicas, febre e até a síndrome de Guillain-Barré

O alho é o tempero padrão da maioria das preparações culinárias. Ao lado da cebola, do óleo ou do azeite, dá um sabor especial ao arroz e feijão do dia a dia, além de incrementar diversas receitas. Mas suas qualidades não se restringem apenas ao paladar: uma pesquisa publicada no Jornal of Antimicrobial Chemotherapy mostrou que o alho pode ser até 100 vezes mais eficaz do que antibióticos.

Segundo os pesquisadores, o alho concentrado foi eficaz na inibição do crescimento de bactérias C. jejuni, responsável por sintomas como diarreia, cólicas, dor abdominal, febre e até a síndrome de Guillain-Barré.

A nutricionista Paula Castilho, explica um pouco mais: o alho tem poder expectorante, antifúngico e antibacteriano, sendo indicado como tratamento terapêutico em casos de asma, sinusite, faringite, gripes e resfriados, entre outros. Além disso, o alho é rico em vitaminas A, C, E, B (B1, B2 e B6) e possui diversos de minerais.

Outros benefícios

Os benefícios do alho não param por aí. Segundo a nutricionista, um dos seus compostos (ajoene) é um antioxidante natural que tem capacidades de anti-coagulação, ajudando assim na prevenção de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares. O composto também ajuda a impedir a propagação do câncer de pele.

Outros compostos presentes no alho foram indicados na prevenção do câncer de próstata e de cólon. Além disso, pesquisas sugerem que o alho pode diminuir os fatores causadores de úlceras e câncer do estômago.

Na culinária, o alimento também traz benefícios: cozinhar o alho com carne reduz substâncias químicas cancerígenas em carne cozida que podem estar ligadas ao câncer de mama.

O alho também pode reduzir o colesterol LDL (ruim) e aumentar o HDL (bom), combater os radicais livres, reduzir a inflamação e dor no corpo.

Como consumir

Como a maioria dos legumes e vegetais, a melhor forma de consumir o alho é in natura. Segundo Paula, “não é recomendado refogar o tempero antes, e sim colocá-lo para cozinhar junto com a comida, uma vez que qualquer tipo de cozimento promove certa perda das propriedades funcionais”, ensina. Além disso, o ideal é descascá-lo na hora de consumir.

Recomenda-se consumir de 2 ou 3 dentes por dia, mas a nutricionista não indica o alimento para pessoas com problemas de digestão. Vale lembrar ainda que um especialista sempre deve ser consultado, caso algum sintoma se apresente.

Fonte: A Revista Mulher